(Source: orestoenadamais)
Cento e dezesseis anos de fundação. O Flamengo não figura nem próximo de ser o Clube de Futebol mais antigo do Brasil, sequer o é no Rio de Janeiro. Mas há no Flamengo algo de pioneiro e único em tantos aspectos que não precisaria desta prerrogativa de ser o primeiro.
O Flamengo nasceu como brincadeira de amigos. Sem pretensões de gigantismo – as regatas eram dominadas por equipes tradicionais. Mas o rubro-negro – que nasceu azul e dourado, cheio de realeza – foi um empreendimento incrivelmente brasileiro e sua execução, revestida de sacrifício e altruísmo diz muito sobre sua glória e seu destino: a primeira embarcação do clube era uma baleeira a cinco remos de segunda-mão, velhinha. Com o dinheiro coletado aqui e ali pelos poucos entusiastas, consertou-se a pequena, batizada Pherusa. Naufragou na sua primeira ida ao mar, durante uma tempestade. Mas então quem enfrentaria uma tempestade com uma embarcação recém-reformada? Quem teria a vontade e a têmpera de nadar por quatro horas seguidas no mar revolto para salvar seus amigos e os destroços da sua Pherusa? Quem faria isso senão um flamenguista cuja commodity mais preciosa sempre foi a fé? Bahia, nadador valente, foi recompensado com o resgate dos seus amigos e com a Pherusa, que não voltou ao mar. Foi roubada antes da sua reforma. Início tão pouco auspicioso teria assustado um bocado e tanto de gente, mas não aos Flamenguistas… Nunca a adversidade foi um problema. 116 anos depois ainda damos aulas periódicas de como revezes são o cimento da construção da glória.
(Source: ca-tivar, via inalterada)
(Source: meio-a-meio, via decifra-m3)
(Source: onze-minutos, via aliinegalvao)